terça-feira, 23 de agosto de 2011

Quando você me falta

Hoje, me faltou inspiração, me faltou tudo aquilo o que não tenho
Apesar de tudo, foi o nada por dizer que me salvou
E que me fez falar agora às coisas que guardei um dia pra você
Não sei como irão sair, não sei se vão rimar, ou se vão ser somente frases ocas sem emoção
Coloquei na vitrola a nossa canção pra ver se ajuda, mas parece não adiantar
Hoje não é dia de poesia
Hoje não é dia de luar
Será que hoje não é dia da poesia nossa?
Nada mais é como antes, quando era só fechar os olhos e tudo vinha em ritmo de bossa
Apesar de tudo eu tento, vou sangrando minha emoção
Faço tudo e depois apago rabiscando todo o meu Word, e logo volto ao começo
Será que todo poeta é assim, ou só quando não bebemos?
Vinicius dizia “cadê o meu cachorro engarrafado”?
E o que eu tenho agora é só a pressa, e no fundo acho que mereço
Mas, só por hoje eu peço ao “deus” que me ajude que me der inspiração
Afinal, está na hora de Poesia nossa de cada dia
Às vezes é um deus nos acude, um valei meu são Francisco
E a fé é o que nos resta, será meu “padim ciço”?
Tô começando a acreditar que é o fim da minha poesia
Será que todo poeta é assim, ou só quando não bebemos?
Vinicius dizia “cadê o meu cachorro engarrafado”
Não sei como é com os poetas, mas pra mim é preciso te ver, pelo menos uma vez por dia


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

E que tudo mais vá para o céu

Já andei mais distraído, e ansioso com a novidade que sempre vinha parcelada, quanto sofrimento nesse peito seco de piedade, quantas vezes batesse sem pra que, nem por quem? Perdi a dureza que blindava meu coração, em um simples olhar, tão claro quanto à noite em dia de lua. Hoje, “amar e mudar as coisas me interessa mais”. Há quem fale de amor, sem nunca ter se dado, sem nunca ter dito meias palavras. Ele veio, para pedir migalhas, sei lá nem lembro quanto, só lembro ter dito não. Mas, um homem com fome, não hesita, nem mente. O pior é que não era só uma barriga, eram tantos estômagos famintos, que tudo aquilo era pouco, pois só serviria para fazê-los dormir.
E você @Maany92 ainda me fala em deixar com que pessoas vivam suas vidas pequenas, e aonde chegaremos sonhando assim? Lembro-me um dia ter sentido fome, devido a minha estúpida mania de dependência, e fiquei esperando alguém que me desse comida, mas esse pouco tempo me serviu para saber que realmente existe um diabo, ou um deus, não sei, já não faz tanta diferença; afinal eles estão sempre juntos, nessa chata história de cordel globista.
Pela janela do carro, eles transitam, pra lá e pra cá. Disputam espaço com os carros, e os bichos no lixo. E de repente o espanto na cara de quem ver seu monstrinho preferido agir por fome. Então me diga por que não? Só porque não foi você quem pariu, ou porque não fez? Não faz tanta diferença saber quem é o culpado, o que importa é onde você estará quando tudo quiser acabar. E você ainda vai cantar o hino nacional, de peito aberto, só sei que eu quero é não fazer parte de um quintal sujo e violento. É muito mais fácil, se esconder por trás de vídeos, shoppings e televisão, enquanto comer não é nem um direito básico, direito garantido pelo livro da capa verde.
E eles ainda cantam amor para sempre vou te amar... (Que saco). Eu espero algo que me tire dessa miséria, eu só quero poder dizer “tudo azul, completamente blue” e eu agradeço por sempre perder o juízo, em pleno carnaval. Todo mundo sabe que se correr o bicho pega, se ficar a polícia toma, então cuidado ao anoitecer, cuidado com o sonho perdido daqueles olhos frios e famintos, pois um homem com fome não hesita, nem se nega.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poesia Para Minha Morte



Eu quero está parado vendo o flamengo jogar e que lá fora nas ruas não tenha silêncio para que os meus inimigos não ouçam o meu grito. Não quero está sóbrio, pois não quero partir careta, e nem reclamando da vida. Não quero pedir perdão, pois só a mim cabe a decisão de sorrir ou de chorar, e que até a hora de minha morte eu seja feliz.
Vou lembrar tudo o que eu fui e de tudo que sonhei ser, das noites de frio em que sozinho eu chorei e que inspirado escrevi, meus tão melosos versos de amor. Eu vou está sorrindo quando você vier me visitar. No seio dos meus pais eu vou querer está. E que ainda acordado direi: mãe, pai eu sou muito feliz, pois fiz tudo o que eu sempre quis, e não deixe que essa “desconhecida” lhe faça esquecer o meu sorriso e nem da minha gratidão pelo amor que recebi.
 Minhas coisas no armário vão estar sempre lá me esperando, minhas roupas doem aquém a possa usar, só guarde aquela “que tem cheiro de flor“ que tanto vesti, pois não quero que vocês me vejam em ninguém. Guarde os discos de Belchior, pois eu estarei em cada palavra que ele disser “viver é melhor do que sonhar” http://youtu.be/RhcxFNTDC5w. Meus livros doem a quem ainda não sabe ler e que com eles, elas possam ser alguém melhor do que eu fui. Antes que a minha última lágrima caia lhes deixo um recado: não morra por mim, eu não sei se eu valho apena.
A vida é um estado de inconsciência e que só agora eu vejo que é a morte que nos traz a consciência. Não levarei rancor e nem tristeza de nada ou de ninguém, mas se eu pudesse ficar eu ficaria mais um pouco, para poder ver o sorriso daquela menina que vem e que passa, e dela levarei apenas a saudade do que não fizemos, e do que nunca fomos. Farei da despedida um encontro e quem sabe na hora eu não convença a morte de que lá fora há alguém na vida mais careta que eu, farei piada até assim!
Só precisarei de cinco minutos com o “deus”, para lhe mostrar que eu tenho que ficar um pouquinho mais, tenho apenas vinte e cinco anos, e enquanto tem tanta gente lá fora, sonhando, chorando, com vergonha da vida, e vendo televisão, eu já amei e desamei, fiz do sexo um esporte e da minha vida diversão.
Se em algum dia quiseres me ver, ligue a vitrola no último volume, e grite junto com a aminha canção “A felicidade é uma arma quente”. Não sei se irei sentir falta de tudo, mas levarei comigo a certeza de que nada no mundo é melhor do que viver. Nossas festas, nossos sonhos, nossos cigarros, nossos encontros, nossas fugas... Chegarei lá em cima cantando, com a minha voz rouca e desafinada um Rockhttp://youtu.be/1S_StdlJ7VA, e que os anjos se fodam com as suas sinfonias melancólicas.
Talvez lá em cima eu me converta, e seja mais um a torna-se careta. Mas, antes do fim, eu vou querer tentação no caminho, e o perigo que corre os amantes, vou querer a certeza dos loucos em vez da verdade criada e enlatada pelos donos do sistema